domingo, 22 de novembro de 2015


Nada de Baunilha:

Por: Gisele Resende

A moça parecia ser frágil com sua carinha de flor, mas carregava uma multidão de pensamentos. Nasceu com bronquite, mas se curou na batucada da vida tinha ginga nas cadeiras e possuía um andar de matar qualquer malandro de desejo, mas a moça era de respeito. Passava o carnaval na Bahia fã da Claudinha, mas preferia a Ivete diva do seu coração. Tentava fazer dieta, mas não conseguia comer sem feijão.  Não gostava de palavras ao vento, mas sim do vento despenteando o seu cabelo. Gostava do certo e do errado,  dos mistérios da vida. Carregava todas as Marias em si, já tinha sido mocinha e bandida. Santa e meretriz porque a moça era feliz, não ligava para o disse me disse da rapaziada. Sambava até o chão e vivia repetindo: Hoje, baunilha não!



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