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Quem nunca tocou a campainha e saiu correndo?

Quem nunca saiu correndo após um gesto transloucado de paixão, de se sentir vivo! De se sentir criança avisando; “Opa, eu tô aqui e quero me divertir”. Tem coisa mais gostosa do que se divertir? A vida adulta é cheia de afazeres, compromissos e regras indispensáveis, necessárias. Mas como é bom de vez em quando controlar somente o controle do vídeo game... Como é bom dar risada de si mesmo sem nenhuma preocupação. Andar sem sapatos apertados, sem salto alto e terninhos. Como é bom deixar pra lá todos os padrões, julgamentos sociais, sair por aí por um minuto de paz. De reencontro com a gente. Daí se descobre tanta coisa ao nosso respeito... Molecagem, traquinagem que a gente nunca deveria ter esquecido. No fundo, no fundo tá tudo ali meio que adormecido. A bola que atiramos na casa do vizinho, a salada mista que brincamos com os amiguinhos, os piques bandeira e os queimados. Ai quanta saudade! Quanta saudade em carregar apenas meus pensam…
Maternar, o verbo que nos desnuda a alma:

No ano de 1999  fiquei grávida .  Caminhava para os meu 28 anos , o impeto em ser mãe aumentava . Carreira estabilizada e uma família a construir. A medida que a gravidez evoluía, o medo também evoluía.  Sentir um outro ser crescendo dentro da gente é uma sensação indescritível. O cansaço, a conciliação com o profissional, tudo junto.  Fui uma gravida clássica, direito a hiperemese e internações por causa dela. Sim,eu vivi todos os momentos de uma gestante: Medos, desejos ,alegrias e  tristezas ... Pela primeira vez. No ano de 2006  fiquei grávida novamente , caminhava para meus 33 anos,  morava longe da minha família  . Mas muita coisa ficou igual da outra vez: Medos, desejos, alegrias e tristezas ... Porém pela segunda vez.

Toda a narrativa acima  é apenas para descrever  o quanto me descobri  ao ser  tocada à  abrigar outro ser em minha vida. Ansiedades e dons . Eu vivi o deserto e o oásis. Eu  deixei de ser menina e virei mulher. Eu virei …
Até que a morte os separe: Afinal, o que querem os homens e as mulheres?

Partindo pela primícia que estamos em busca do que nos reflete , da nossa "cara metade" ou até mesmo, para alguns , de uma peça que se encaixe só para termos a sensação de que chegamos no final da corrida e que conseguimos levar alguém pra casa , e assim viver o tão sonhado "Happy end" . Como estamos vivendo o depois ? Sim, o depois do final , pois a vida segue. As contas chegam , as mulheres engravidam, os maridos querem jogar futebol e a sogra vai visitar a família!

Escritores e poetas têm o amor como grande fonte de inspiração , vivem o amor com todas as suas dores, suas escaladas e declínios. Adélia Prado, sobre o amor nos diz:
"Ninguém faz cara feia quando se sacrifica por amor. Não se trata de anulação, subserviência de quem ama, trata-se da morte do ego, tarefa a ser feita até o último suspiro.”

E o que é o ego neste embrulho todo a dois? O que queremos separados , temos condições …
Toda mulher carrega as memorias da sua mãe, avós e tias dentro de si. O recordar de todas nós, Um universo de sentir:

Há pouco tempo conversando com um amigo me dei conta das raízes feminina da minha família . Crescemos ouvindo histórias. Crescemos admirando, observando e até, em alguns momentos, nos revoltando: -"Olha o exemplo de fulana", "Viu o quê Beltrana fez coma mãe dela?!" , "Ah, Cicrana passou naquele concurso, esta menina vai longe..." "Você "tem que ser" igual a mariazinha!" E assim vamos percebendo o mundo ao nosso redor , nos condicionando ao certo e o errado , ao ideal. A não mostrar muito as pernas, a correr atrás de uma profissão. A cuidar apenas dos afazeres domésticos. A ter filhos. A não ter filhos.... Tudo isso já chega de sola na gente. Mas o que é nosso de fato? O que nos fizeram arrastar de corrente até aqui? Algumas indagações vão aparecendo no caminho. Ora a resposta chega suavemente, ora como um raio. Cada um…
Bonita e gostosa: Sobre viver os 40 e tal ...

Há quatro anos cheguei nesta fase . E surpreendentemente alguns me perguntam (principalmente os mais jovens) : -" Mas tia, a senhora tem quarenta e quatro anos? Sim, findei a fase balzaquiana com louvor e entrei com todos os uivos na da loba. Segundo a psicologa e autora Regina Beatriz Silva Simões do livro A Mulher de 40 : " A mulher nessa idade é como uma loba, está pronta, atenta, já sabe o que não lhe faz bem " Uau! As meninas que me perdoem, mas coube como uma luva. Todos os autores unanimes a descreverem : "Toda mulher que assume uma postura ativa, buscando a auto-afirmação . Na fase dos 40,50 até 60 ". Minhas colegas de idade que o digam, literalmente entramos em uma fase de bem com a gente mesmo. Em uma fase que a liberdade não tem preço. O peso já não te preocupa mais. O brilho do sorriso é que irá esconder as rugas. Aliás, quem tem coragem de apreciar rugas quando a pele exala a alegria, chegando em prime…
Mães também transam:


Atenção este texto é para maiores , maiores na idade e tb na mentalidade. Proibido pra gente chata , careta que não sabe desfrutar o lado bom. Proibido também a patrulha de filhos .
Sinto lhe informar, mães também transam. Mães também gostam de se sentirem bonitas, gostosas e sedutoras.
Mães também vivem!
Mães , mulheres gostam de fazer amor, transar ou trepar. Dependendo do sentimento. Gostam de se sentirem rainhas, de receber bilhetinhos carinhosos e também de fortes pegadas que as levem a loucura, que as façam lembrar como é bom se dar.
Mães também podem ser eróticas, atrevidas . Tímidas , alegres ou extrovertidas. Podem ser adoradas, ficar no altar. Mas, nunca podem ser esquecidas por lá. Devem ser respeitadas , amadas pelo que são e não pelo o quê oferecem . Devem ser livres para ir e vir sem ser idealizadas. Terem a sua própria vida sem serem confundidas ou camufladas. Devem gostar de beber água com gás , natural ou gelada. Sentir preguiça , dormir até tarde…
Por quê será que o meu filho é tão levado?


Toca o telefone , eu morando já em Brasília . Numero desconhecido: -Dona Gisele, é o Pedro. O porteiro aqui do seu condomínio, só pra avisar que a Marina tá subindo nos capôs dos carros do estacionamento com a coleguinha, bincando de "três espiãs demais". A Antonia pediu pra ligar pra senhora, enquanto ela ta tentando fazer a menina descer de lá... Eu do outro lado só consegui perguntar : - Porra, espiã. No capô?! Corri em disparada pra casa . Encontrei uma babá a beira de um ataque de nervos e um porteiro buena gente tentando apaziguar . Assim passei grande parte da minha vida: Fortes emoções, amores incondicionais muito, muito intensos sem tempo para calmaria. Da correria da faixa de pedestre querendo parar os carros com as mãos, sem dar nenhum tempo para atravessar aos questionamentos com os professores: "- Mas , mãe deste jeito eu não aceito!" Até que um dia escutei de um deles : "- Mas a senhora deveria consider…